28.2.12

Figueira da Foz: 2 obras / 8 milhões de euros!

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A Câmara da Figueira da Foz vai promover, até Julho de 2013, dois investimentos de requalificação urbana, na envolvente do forte de Santa Catarina e no mercado municipal, orçados em cerca de oito milhões de euros.
O projecto de requalificação urbana da envolvente do forte de Santa Catarina, na foz do rio Mondego e do chamado terrapleno da marina, passa pela criação de uma nova zona desportiva e de serviços, um parque de estacionamento coberto com 300 lugares, requalificação viária da Avenida de Espanha - que será atravessada por uma ponte pedonal - espaço de espectáculos ao ar livre e um espelho de água.
O projecto, lançado no anterior executivo, foi reformulado e adequado ao financiamento disponível - 80 por cento pelo Quadro Estratégico de Referência Nacional e 20 por cento financiado por verbas da concessão de jogo - num investimento total que ronda os 4,4 milhões de euros.
“Há a referir o ganho de espaço público a áreas hoje degradadas”, disse o presidente da Câmara, João Ataíde, na sessão de apresentação pública do projecto.
O autarca adiantou que a intervenção agora adjudicada pela autarquia foi “altamente condicionada” ao financiamento. “Este dinheiro tinha de ser gasto neste projeto. Se não fosse neste não vinha”, explicou.
Na sessão, participada por cerca de 150 munícipes, foi ainda apresentada a requalificação do edifício centenário do mercado municipal, que representa um investimento total de cerca de 3,7 milhões de euros.
Através de uma visita virtual a três dimensões, foi possível visualizar a recomposição das zonas centrais de venda de pescado, frutas e legumes, mas também novos acessos ao primeiro piso através de escadas rolantes e elevador, entre outras novidades.
O edifício, que completa 120 anos a 24 de Junho, será alvo de uma requalificação classificada de “duradoura” por António Albuquerque, director do departamento de Obras Municipais, que passa ainda pela recuperação das fachadas e intervenções de manutenção em lojas, paredes e estruturas metálicas.
Durante a obra, prevista para arrancar em Maio - e durante um prazo previsto entre nove meses a um ano -, os comerciantes serão deslocalizados para um mercado provisório, instalado numa estrutura de 1.800 metros no parque de estacionamento da avenida de Espanha, a poente do atual.
Na sessão, um comerciante criticou a mudança do mercado “à entrada do verão”, tendo o presidente da autarquia ripostado com a necessidade dos prazos de obra serem cumpridos.
“Estamos numa luta contra o tempo. Todo o projeto tem de ser executado até Julho de 2013. Estamos sujeitos a prazos e temos de cumprir metas”,
disse João Ataíde.
(Público Online)
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Opinião sobre as obras envolventes do Forte de Sta. Catarina
"Como Figueirense e adepto incondicional de uma Figueira da Foz contemporânea, moderna, funcional e apelativa, gostaria de tecer alguns comentários em relação ao projeto de requalificação do Forte de Santa Catarina e envolventes.
Faço parte como dirigente de uma associação desportiva que esteve envolvida como parceiro no Projeto de Regeneração Urbana, a convite do Exmo Sr. Eng. António Duarte Silva, o que muito nos honrou. Por razões meramente de ordem financeira a referida Associação achou por bem “retirar-se” do processo o que não invalidou, felizmente, que o mesmo pudesse prosseguir.
Mesmo assim, e estando presente em várias reuniões preparatórias na Câmara Municipal já no tempo do atual elenco camarário, colhi alguma preparação e conhecimentos para poder opinar em relação a este assunto.
Reforço que a referida associação está localizada muito perto de uma das áreas que vai ser intervencionada, daí também o meu interesse e, porque não dizê-lo, preocupação.
Desde já gostaria de saudar a Câmara Municipal pelo arrojo desta iniciativa que demonstra a “vontade” de contribuir para um futuro melhor na nossa cidade, aliado ao facto de estarem envolvidos grandes investimentos financeiros que, no momento atual que o País atravessa, é de louvar.
O projeto, “grosso modo”, reúne as seguintes características:
1º) Espelho d’agua na envolvente do Forte de Santa Catarina;
2º) Intervenção no terrapleno;
3º) Intervenção na Avenida de Espanha e demais arruamentos.
Quanto ao primeiro, um dos ex.Libris da Figueira da Foz, está presentemente composto por uma área ajardinada (sempre bem cuidada) que tem servido para algumas realizações desportivas e culturais. Refiro-me concretamente, e com alguma notoriedade, ao Mundial de Enduro e ao espetáculo de Fim do Ano 2011/012. Outros houve que ali se realizaram tendo como cenário a envolvência magnífica que caracteriza aquele espaço.
Este futuro projeto contempla a substituição na totalidade de toda aquela mancha verde por um equipamento composto de um lago, com o objetivo de tentar recriar o que foi anteriormente o Forte de Santa Catarina em que o mar fustigava a sua estrutura em dias de intempérie.
Bonita a ideia, mas pergunto:
Um espelho d’água desta dimensão vai implicar supostamente uma cuidada e atenta manutenção, a nível de imagem e de saúde pública!
Gostaria de não o fazer, mas sou obrigado a comentar o estado de abandono em que se encontra um equipamento semelhante e de menor dimensão localizado no nosso areal, que se dá pelo nome de “Oásis” e que não é limpo com a regularidade devida!
Quanto ao segundo (Intervenção no terrapleno) e saliento desde já com bastante realce “O Último Espaço Nobre da Figueira da Foz”, também vai ser intervencionado.
Estamos a falar de uma área com uns milhares de metros quadrados, localizado à beira rio, confinando com o Forte de Santa Catarina e Doca de Recreio (Marina).
Pessoalmente, tenho conhecido ao longo destes anos umas “boas dezenas” de projetos de requalificação, alguns interessantes, e alguns outros até fazendo parte de um concurso de ideias promovido pelo IPTM/Centro. Ora este espaço tem tido uma polivalência notável:
Parque de Feiras (quem não se lembra da Fimar e da Feira das Atividades Comerciais promovida pela ACIFF), pista de velocidade (Rally Fig.Foz/Campeonato Nacional 2002), pista de enduro, espetáculos musicais, parque de auto caravanas, e até estaleiro a diversas obras de apoio, a última das quais referente ao prolongamento do molhe norte.
É pois com muita mágoa que sou confrontado com um projeto tão carente de conteúdo para aquela zona. No fundo a Figueira da Foz vai usufruir para aquele perímetro de uns campos de ténis, de um parque de estacionamento semicoberto, e de um anfiteatro ao ar livre para espetáculos.
Vai-se criar um polo dinamizador que pouca ocupação vai ter pois as condicionantes são várias, isto quando se poderia implantar algo que todas as cidades à beira rio estão a adotar, como “espaços de lazer” (restaurantes, bares, zonas comerciais, etc) com o simples propósito de canalizar pessoas e de dar movimento próprio a essas zonas.
Lamentavelmente nada disso vai ser feito, e voltamos a “prejudicar” mais um dos “espaços nobres”, e insisto: o “último”!
Vejam o exemplo tão recente da “perfeita aberração” que foi o aproveitamento dos terrenos marginais da antiga fábrica de cimento do Cabo Mondego, que vai do cemitério de Buarcos, até quase ao início da subida para a Serra da Boa Viagem!
Claro está que a Câmara Municipal diz que este é um projeto “minimalista” e que futuramente poderá se modificado. Mas como essa postura envolve custos acrescidos, porque não “fazer logo bem, e de raiz“?
Quanto ao terceiro, congratulo-me com as modificações que possam vir as ser implantadas, principalmente ao nível da Av. de Espanha e Rua Eng. Silva com o objetivo de melhorar o fluxo de trânsito na cidade.
Já agora agradeço ao vereador responsável que tente resolver o mais rapidamente possível um dos “pontos negros” da cidade: A saída pela Av. Saraiva de Carvalho: É surreal, é terceiro-mundista!
Termino, reforçando as minhas saudações como figueirense à Câmara Municipal pela disponibilidade e vontade de fazer, deixando simplesmente um pequeno alerta: Cuidado com as derrapagens orçamentais, deste projeto e o do Mercado Municipal. A autarquia não tem consistência financeira para mais encargos!"
(Miguel Amaral)
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Opinião sobre as obras do Mercado Eng. Silva
"Sobre o Mercado da Figueira, enfim, primeiro é deixar vir a resposta do Tribunal de Contas... e depois falamos melhor no Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz que em 2012 perfaz 120 anos de história ao serviço do povo e das raízes culturais de um Concelho.
Infelizmente e 13 anos depois da sua remodelação, o mercado da Figueira precisa de novo de obras de conservação. Aqui, surge uma reflexão em que os figueirenses se concentram:
O que estará por trás de toda esta história tão mal contada e, pior ainda, mal esclarecida!?
Sinais como acabar com produtores não é bom sinal... ficar com um primeiro andar sem se saber o que lá se vai fazer... não combina com filosofia nenhuma! E terem retirado direitos adquiridos aos concessionários… enfim, só se entende como uma preparação para algo não muito justo e a ver vamos se ilegal ou não... tudo muito complicado... mesmo muito complicado!
Ofereço-me de novo para fazer a obra sem ninguém ter necessidade de sair do espaço, envolvendo cobertura e estrutura histórica recuperada, zona de frio, serpentinas nas bancas de peixe e galerias recuperadas! Ora em tempo de crise já seria uma grande obra, mas esta por ser realista e humana e não prejudicar os mais fracos.
Um político que hoje se digne privilegia as intervenções humanitárias e não de fachadas das quais até um cego mesmo não vendo… pode desconfiar!"
(Custódio Cruz)
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1 comentário:

Inês Maia disse...

Como é possivel fazer uma obra desta dimensão sem fazer um ou dois courts de tenis?

Desporto não é só futebol.